Casa Roberto Negrete

Minha casa é meu salão de festas, a minha biblioteca, o meu cinema, o meu refúgio, o meu esconderijo. Fico em casa muito tempo_ trabalho aqui, durmo aqui, me alimento aqui e viajo aqui mesmo, enquanto leio por horas e horas. Minha casa é minha segunda pele. Gosto daqui. E muito!
Roberto Negrete – Arquiteto.

Minha história com este imóvel construído no ano do meu nascimento é engraçada. Mudei em 1999, com um contrato de aluguel. Em 2002 quis comprar, mas o dono não queria vender. Acabei comprando outro apartamento e mudei. Dez anos se passaram e numa manhã, passei pela porta do prédio (que sempre amei) e vi uma placa anunciando um apartamento à venda. O mesmo e o querido zelador de sempre me disse que era o meu e acabei comprando. Era para ser, acho eu. Não? Sempre amei o endereço, sempre amei o prédio e sempre amei o apartamento. Tinha que voltar. E aqui estou.

 

Entrar em casa e não dar de cara com o living era para mim fundamental. Assim, este hall foi criado usando uma coluna existente, uma coluna falsa de gesso (redonda) e uma pele de vidro laminado leitoso, que permite a passagem da luz, mas esconde a sala. As fotos são do Marcelo Penna. A cadeira da MAGIS. A maçaneta da porta, original do apartamento.CasadosOutros_4401

O urso foi comprado do antiquário Luiz Otávio Louro Gomes, na alameda Itú. O vaso branco foi um achado na feira do RASTRO, em Madrid.
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Devo confessar que todos os móveis e objetos vêm acompanhando a minha vida. Fora os tecidos e algum outro objeto, tudo me pertence de longa data e acho que a magia que me faz sentir em casa nasce justamente dessa justaposição histórica. O acabamento da parede é efeito concreto da Suvinil. O piso da Projeto Madeiras. Abajur dourado da Simone Figueiredo Luz, o fino da LUMINI e o branco do Jonathan Adler,que veio comigo numa mala. Mesa de centro em sucupira design Roberto Negrete. Poltronas em couro laranja da JRJ, originalmente da ATRIUM. Cadeira com braços em madeira e veludo da INTERNI. O cachorro verde veio da Suíça. Tela da Raquel Kogan.CasadosOutros_4422

Aproveito cada raio de sol o máximo que posso e para isso deixo as persianas sempre viradas de forma que a luz invada a minha sala. Acho que se fosse um vegetal eu seria um girassol. Persianas LUXAFLEX e chales da cortina da EMPORIUM CORTINAS. Mesa Saarinen com tampo de mármore e poltrona Bertoia, estofada com tecido do Empório Beraldim, da FORMA. A luminária de pé vintage, da DOMINICI.
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O original dormitório principal virou sala de jantar e biblioteca. A parede mais extensa onde acomodo os meus livros acabou sendo a que tinha sido originalmente planejada para a cabeceira da cama neste apartamento dos anos cinquenta. A parede de vidro que divide com o segundo dormitório, hoje o meu local de trabalho,  deixa entrar mais luz. O lustre é da TOKSTOK, as poltronas da ETEL e as cadeiras da  INTERDESIGN, compradas para o meu primeiro apartamento em 1985. A mesa é ZANOTTA da FIRMA CASA.
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Quando o prédio foi construído, este bar era uma porta. Por ela o primeiro proprietário entrava no quarto principal e hoje esconde um bar. O trabalho pendurado à esquerda é da Raquel Kogan. Os puxadores do bar são da ALTERO. O vaso de prata, da CONRAN SHOP.
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O terceiro dormitório virou a minha suíte. O mais distante da sala, o mais silencioso. O melhor esconderijo. A poltrona laranja é da VERMEIL, tecido EMPORIO BERALDIN. A luminária é Jonathan Adler e a gravura é Barsotti.
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O gaveteiro de alumínio é da  BY DESIGN. A cama é design Roberto Negrete, a manta de pele da FORMATEX, a luminária NASKALORIS nem lembro, mas adoro. O urso panda foi presente do meu amigo FERNANDO PIVA. OS livros são sempre uma viagem. A parede está pintada na cor ELEFANTE da Suvinil.

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O revestimento e a cara do banheiro mudaram, mas a sua distribuição original e tamanho continuam os mesmos desde a construção. O banheiro revestido em pastilhas da COLORMIX, louças e metais da DECA. Os patinhos tem origens diversas. Amigos, viagens… Sempre aparece algum e sempre é bem-vindo.

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A minha cadeira de trabalho é uma AERON da Herman Miller. A mesa e a estante são da TOKSTOK.
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O gaveteiro é do saudoso FULVIO NANNI, caixa de couro da EMPÓRIO BERALDIN, o bowl azul da GUCCI e os chineses gordos da ESSENCIAL. A caixa de porcelana é da VISTA ALEGRE e a luminária é a Bauhaus da LUMINI.
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O hall de entrada que não existia, bloqueia o acesso visual da porta principal para o living. Uma forma de chegar sem cair no sofá. A gravura é do Alex Cerveny.
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A cozinha sempre foi grande e é assim que gosto. As bancadas da cozinha são da Caesar Stone, banquetas da MAGIS e abajur da BERTOLUCCI. O piso é de porcelanato da PORTOBELLO.
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A luminária cubo é da ,OVO e a fruteira da Stella Ferraz, da DPOT OBJETO.  A minha coleção de bules veio de muitos lugares, sempre viajando… Armários da Todeschini.
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O aparador é da Vermeil com  abajur da SIMONE FIGUEIREDO LUZ. Nas telas encima do aparador: os pais da mãe do meu pai. Ao lado da coluna uma gravura do MACAPARANA. O vaso em cima do aparador é da LS SELECTION.
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Entrada do prédio dos anos 50.
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Por que a casa de Roberto Negrete é Casa dos Outros? Porque é casa com alma.

 

English

My house is my ballroom, my library, my cinema, my refuge. My hiding place. I stay at home a long time_ I work here, I sleep here, I eat here and I travel here, while I read for hours and hours. My house is my second skin. I like here. Very much! Roberto Negrete – Architect.

My story with this property built in the year of my birth is funny.
I moved in 1999 with a rental agreement. In 2002 I wanted to buy, but the owner did not want to sell. I ended up buying another apartment and I changed. Ten years have passed and one morning I walked through the door of the building (which I always loved) and saw a sign announcing an apartment for sale. The same and the dear janitor always told me it was mine and I ended up buying. It was meant to be. I guess, no? Always loved the address, always loved the building and always loved the apartment. Had to go back. And here I am.

– Entering home and not facing the living room was fundamental to me. Thus, this hall was created using an existing column, a false column of plaster (round) and a skin of milky laminated glass, that allows the passage of light, but it hides the room. The photos is by Marcelo Penna. The chair is from MAGIS. The door handle is original of the apartment.

– The bear was bought from the Luiz Otávio Louro Gomes antiquarian, in the Itú Alameda. The white vase was a find at the RASTRO a fair in the Madrid.

– I must confess that all furniture and objects come with my life. Not to mention the fabrics and some other object, everything belongs to me for a long time and I think the magic that makes me feel at home is born precisely from this historical juxtaposition. The wall finish is a concrete effect of Suvinil. The floor is from Projeto Madeiras. Golden lamp by Simone Figueiredo Luz, the thin by LUMINI and the white is from Jonathan Adler, who came with me in a bag. Coffee table in sucupira is Roberto Negrete’s design. JRJ orange leather armchair, originally from ATRIUM. Chair with armrests in wood and velvet by INTERNI. The green dog came from Switzerland. Screen by Raquel Kogan.

– I take every sunshine as much as I can. For this I leave the blinds always turned so that light invades my room. I think if I was a vegetable I would be a sunflower. LUXAFLEX blinds and curtain shawls from EMPORIUM CORTINAS. Saarinen table with marble top and Bertoia armchair, upholstered with Emporio Beraldin’s fabric, at FORMA. The vintage floor lamp from DOMINICI.

– The original main dorm turned into dining room and library. The largest wall where I fit my books turned out to be the one that had originally been planned for the headboard in this fifties apartment. The glass wall that divides with the second bedroom, today my work place, lets in more light. The chandelier is from TOKSTOK, ETEL armchairs and chairs are from INTERDESIGN, bought for my first apartment in 1985. The table is ZANOTTA from FIRMA CASA.

– When the building was built, this bar was a door. For it the first owner entered the master bedroom. Today it’s hides a bar. The work of art hanging to the left is Raquel Kogan. The handle of the bar is from ALTERO. The silver vase is from CONRAN SHOP.

– The third bedroom turned into my suite. The farthest from the room, the quieter. The best hiding place. The orange armchair is from VERMEIL, EMPORIO BERALDIN fabric. The lamp is from Jonathan Adler and the engraving is from Barsotti.

– The aluminum drawer is from BY DESIGN. The bed is Roberto Negrete’s design, the fur blanket is from FORMATEX, the NASKALORIS lamp I can’t even remember, but I love it. The panda bear was present from my friend FERNANDO PIVA. Books is always a journey. The wall is painted in the Suvinil ELEPHANT color.

– The flooring, and bathroom face have changed, but their original layout and size remain the same since the construction. The bathroom covered in COLORMIX tablets, porcelain and metal are from DECA. Ducklings have different origins. Friends, travel … Always appears some and always is welcome.

– My work chair is an Aeron from Herman Miller. The table and shelf are from TOKSTOK.

– The drawer belongs to the late FULVIO NANNI. The EMPORIO BERALDIN leather case. The blue bowl from GUCCI and the fats Chinese is by ESSENTIAL. The porcelain box is from VISTA ALEGRE. The Bauhaus luminaire is from LUMINI and the LUXAFLEX blinds.

– The entrance hall that did not exist, blocks the visual access from the main door to the living room. One way to get there without falling on the couch. The picture is by Alex Cerveny.

– The kitchen was always great and that’s how I like it. The kitchen countertops is from Caesar Stone. The stools is from MAGIS. Lamp of BERTOLUCCI, porcelain floor is from PORTOBELLO.

– The cube lamp is from ,OVO the fruiter by Stella Ferraz is from DPOT OBJECT. My collection of teapots came from many places. Always traveling… Todeschini cabinets.

– The sideboard is from Vermeil with lamp by SIMONE FIGUEIREDO LUZ. On the screens above the sideboard: the parents of my father’s mother. Next to the column is an engraving of MACAPARANA. The vase on top of the sideboard is from LS SELECTION.

– Entrance of building of the 50s.

Why is Roberto Negrete’s house Casa dos Outros? Because is a house with soul.

 

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