Expedição Pernambuco

Morar é:

O que a gente faz na verdade é transformar nosso ambiente para ser cada vez melhor, cada vez mais com a cara da gente – é isso que a gente faz dentro do Projeto Sertões. Porque a gente quer encantar a todos, a mente, o coração e fazer a diferença, prestar atenção na belezura que é juntar design, arquitetura, mas fazer como a gente faz decoração na sala, no quarto e até mesmo na cozinha para transformar ambientes de sentimento profundo. A casa da gente é o melhor lugar do mundo!

Toinho Mendes – Secretário de Cultura, Esportes e Juventude de São Lourenço da Mata (PE), repentista e cordelista

 

E é isso que sentimos de verdade. Nós, aqui do Casa dos Outros, acreditamos que a nossa casa é o melhor lugar do mundo. Esse repente de Toinho Mendes vocês podem ouvir no nosso filme – e é muito mais emocionante! Nesse ano fomos conhecer o estado de Pernambuco. E o Casa dos Outros entrou em muitas casas de Recife, passando pelo Agreste, Sertão, chegando até Petrolina. Conhecemos muitas casas brasileiras em suas essências, seus cheiros e com muito amor – coisa de brasileiro, coisa de artistas brasileiros. Nesta edição de Casa Dos Outros queremos que vocês sintam a mesma emoção e a mesma sensação de pertencimento que tivemos durante esta expedição. Toinho, permita te copiar: ser brasileiro é a melhor coisa do mundo.

Zizi Carderari

 

Por que o Projeto Sertões e Casa dos Outros?
Porque olha para o nosso jeito de morar, o jeito brasileiro de morar.

Mesas ou bancos pelas mãos de Irineu do Mestre e Paulo Alves levam o nome de “Gibão”, inspirado na vestimenta dos vaqueiros, vieram direto da Fazenda Cacimbinha para São Paulo em ambiente de Maicon Antoniolli.

No ambiente, com foto majestosa de Salvador Cordaro, temos sofá e almofadas da Villa Nova Tecidos. As mesas “Gibão” – Projeto Sertões, Irineu do Mestre e Paulo Alves conversam com o banco e cadeira “Girafa” de Lina Bo Bardi para Marcenaria Baraúna. Tapetes By Kamy e bolsa “Cacimbinha” de Irineu do Mestre.

Cena durante a captação de imagens para o nosso filme. Anderson Souza, nosso editor, capricha na captação do som direto.  Neste dia trovejou e choveu no Sertão. Retrato por Salvador Cordaro. 

Quatro gerações da família do Zé do Mestre.

Das tapeceiras de Lagoa do Carro (PE). Técnica de herança portuguesa nos tapetes feitos à mão. Bordados em tela, os desenhos vão surgindo conforme a imaginação dessas artistas bordadeiras. Fotos de Salvador Cordaro.

A inspiração da rosácea veio de um dos bordados das roupas do bando de Lampião e Maria Bonita. Esse é em 100% algodão.

Decoração de Maicon Antoniolli. Puro charme o tapete redondo no pé da cama de casal. Por que não?

Mestre Sussula de Tracunhaém e seu filho, Val Andrade, na foto de Salvador Cordaro. A escultura é do Mestre Sussula e os vasos são de Val Andrade. Val é um jovem de 20 anos que aplica em seus trabalhos sua pesquisa em arte pré-colombiana e arte indígena. Inquieto, dá nome à sua obra de “Neo-identificada”. Seus vasos bordados de barro sobre barro são mesmo “neo”. Móvel da Llussá Marcenaria, Luminária Gatto de Achille Castiglioni na Dimlux. Os vasos bolinha de barro também são de Tracunhaém, da olaria de Jair Monteiro.

À esquerda, escultura de Mestre Sussula e o vaso “Neo-identificado” de Val Andrade. Na foto à esquerda, o ambiente é de Nildo José com vaso de Val e luminária Taccia de Achille e Pier Giacomo Castiglioni na Dimlux. 

Não é à toa que se você procurar Mestre Abias no Instagram vai encontrar @abiasartenogalho. Mestre Abias, de Igarassu (PE), percebe formas incríveis nos galhos mais simples, muitas vezes esquecidos na natureza. A luminária “Galho” leva três cúpulas Simone Figueiredo Luz com três diferentes pontos de renda renascença da Mulheres de Renda, de Poção (PE).  Tapete By Kamy e cerâmica de Jair Monteiro.

Simples gravetos secos de Angélica ganham formas (com o Espírito Santo ou com o espelho de recorte orgânico). Essas peças encantam, dão muita vida sozinhas ou em composições nas paredes de hall, de salas, corredores ou até mesmo quartos… Almofada de renda renascença Mulheres de Renda de nome “Cacimbinha”.

Figuras gigantes em barro do grande artista Tiago Amorim, de Olinda (PE). Vejam mais sobre Tiago Amorim no filme “Projeto Sertões – Expedição Pernambuco”.

Tiago Amorim em seu forno. Foto de Salvador Cordaro. Cadeira girafa de Lina Bo Bardi na Marcenaria Baraúna. Tapete de fibra de caroá da etnia Kambiwá, de Ibimirim (PE), desenvolvido para By Kamy.

Tiago Amorim e Zizi Carderari durante a captação para nosso filme e obras do artista. 

A palma do Sertão ganha volume e vai fazer bonito em qualquer casa ou apartamento, seja na cidade, na praia ou no campo. Pura belezura na obra do Mestre Luiz Benício. Foto de Salvador Cordaro e tapete By Kamy.

As cabeças esculpidas já são obras vistas nas decorações de muitas casas por esse Brasil afora. A forma no galho seco é a mais pura representação do imaginário. Arte do mestre Luiz Benício. Vale do Catimbau, Buíque (PE)

Das formas dos cactos a que mais amo é a palma. Queria ter um campo! Como não posso, sou muito feliz com as fotos de Salvador Cordaro e a obra do mestre JBorges.

Retrato do Mestre JBorges, por Salvador Cordaro, junto à matriz que ele criou especialmente para o Projeto Sertões. E assim imprimimos na cortina de linho da Villa Nova Tecidos. Cortina com xilogravura direto de Bezerros (PE) para São Paulo, capital.

Para olhar um pedaço do ateliê do JBorges. Patrimônio vivo do Brasil e conhecido pelo mundo. 

Maria Lucia, artista bordadeira que coordena um grupo de mulheres bordadeiras que riscam e bordam de olhos fechados. Sempre sonhei trabalhar com a cidade de Passira (PE) e finalmente Passira está no Projeto Sertões. 

Alegria geral! Vendemos o primeiro conjunto de duvet e capas de travesseiro bordado à mão pelas bordadeiras de Passira (PE) já no lançamento, que aconteceu no Espaço Janete Costa durante a Fenearte 2019, em Recife (PE). Peças em 100% linho da Villa Nova Tecidos, móveis da Llussá Marcenaria. Foto de Salvador Cordaro.

Nos tête-à-tête usamos algodão xadrez madras e tons de linho da Villa Nova Tecidos. Bordados de Passira e acessórios da Dpot Objeto. Móveis da Llussá Marcenaria.

Obra de Mestre Cunha de Jaboatão dos Guararapes (PE). Ambiente de Juliana Pezzolo e mesa da Marcenaria Llussá. 

Outra obra do Mestre no ambiente de Maicon Antoniolli. Nosso retrato em seu ateliê por Salvador Cordaro.

Uso livre da obra. Aqui usei como fruteira pois foi assim que a encontrei na mesa da cozinha da casa. Foi assim que a senhora Cunha resolveu usar. Amo!

Na mais pura tradição de Tracunhaém (PE). Tiago Amorim me apresentou Jair Monteiro. Um senhor talento! Jair encanta com seu jeito de receber e com seu jeito de tornear o barro.

Quase morremos de alegria no meio de tantas formas, tantos tons de barro. A luz que entrava naquele momento, tudo mágico… Tracunhaém (PE)

Identidade brasileira no olhar de Sérgio Rodrigues. Banco “Mocho” e do Mestre Nicola a cabeça imaginária de São Pedro em madeira de jaqueira do Jaboatão dos Guararapes (PE).


No espaço criado por Maicon Antoniolli a cabeça de São Pedro nos olha de frente. E a conversa da cabeça de Mestre Nicola continua com o banco “Mocho” de Sérgio Rodrigues.

Retrato das filhas de Ana das Carrancas. Petrolina (PE)

Ambas aprenderam o ofício de criar formas e mexer com barro com a mãe, Ana das Carrancas, mas cada uma criou seu próprio estilo. As carrancas estão sempre presentes nas suas criações, tanto nas fruteiras de Maria da Cruz como nas Mandalas de Ângela.

Maria de Ana, uma das mulheres mais doces desse mundo, e eu. Nosso momento de posar para foto de Salvador Cordaro.

Fachada do Memorial Ana das Carrancas em Petrolina (PE).

Mulheres de Renda, a tradição da renda Renascença em Poção (PE). Retrato de Salvador Cordaro.

Pontos da renda, separados e usados com fragmentos nas cúpulas de linho Simone Figueiredo Luz, luminária “Feixe” de José Abias.

Passadeira disponível para usos inusitados. Use na poltrona, nós gostamos. Use na mesa, em aparadores… Ressignificar a maneira de juntar os pontos, até mesmo numa desconstrução, e o tingimento vegetal em índigo faz toda a diferença.

Etnia Indígena Kambiwá. Tapete e cestos em fibra de caroá e esculturas (Praiás) de Mestre Bezinho Kambiwá. Mesa de cabeceira da Llussá Marcenaria. 

Ambiente criado por Tania Eustaquio e na foto ao lado os Praiás. Traje cerimonial da Etnia Indígena Kambiwa, originalmente feito em fibra de caroá. Repare os cestos e o tapete, aqui representados na madeira pelas mãos de Mestre Bezinho Kambiwá.

No ambiente criado por Maicon Antoniolli, sobreposição de tapetes usando um redondo em fibra de caroá. Poltrona “Jangada” criada por Jean Gillon.

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